OS CONTOS E OS VIGÁRIOS, DE JOSÉ AUGUSTO DIAS JÚNIOR

“Os contos e os vigários” fala sobre a história cultural do Brasil, promete te prender abordando golpes durante diferentes épocas.

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O livro “os contos e os vigários”, do autor José Augusto Dias Júnior, foi lançado em 2011 pela editora Leya. Tem 326 páginas e se encaixa no gênero história.Tem 326 páginas e se encaixa no gênero história.

O escritor traça uma história cultural do Brasil no século XX a partir desses golpes. Para José estudar esses episódios era mapear os imaginários e as convicções que tomavam lugar em determinada época e local.

No início de “os contos e os vigários”, o professor e historiador José Augusto explica as possíveis origens da locução.

Há três explicações que se correlacionam: de Vicente Reis, Mello Moraes Filho e Fernando Pessoa, mostrando suas diferenças e semelhanças.

O autor não discorre somente sobre os contos e os vigários, mas apresenta o contexto histórico que envolve as trapaças.

Desde máquinas de fazer dinheiro, cargos de prestígios, falsos policiais cobrando favores e até falsos caipiras perdidos na cidade grande.

Percebemos que os golpistas precisam se adaptar às condições da época, e José Augusto frisa que os golpistas são verdadeiros atores, já que precisam encarar e entrar em certos personagens para fazer com que a vítima escolhida caia em seu conto. Durante a leitura de “os contos e os vigários”, você pode pensar “como essas pessoas caiam nesse tipo de história?

Muitas pessoas pensavam que ganhariam dinheiro fácil, que estavam controlando a situação, enquanto na verdade estavam sendo enganadas.

Desde o começo, mesclam as sensações de estar lendo um livro de final de tarde e um texto teórico (no melhor dos sentidos).

A leitura de “os contos e os vigários” flui e a narrativa é muito envolvente, sem deixar de lado o embasamento teórico e as informações que enriquecem ainda mais o texto, como por exemplo, notícias de jornais da época e depoimentos recolhidos pela polícia.

O livro mostra que até mesmo o político Paulo Maluf já foi vítima de armadilhas.

Posteriormente, cita que “a prática de enganar gente importante, porém, era evidentemente muitíssimo mais arriscada, já que trazia o perigo de que o enganado usasse influência para procurar revide”.

Os contos e os vigários abordam diferentes golpes e em anos, alguns bem-sucedidos e outros nem tanto.

 

Livro:

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Os contos e os vigários: Uma história da trapaça no Brasil

José Augusto Dias Júnior
Editora LEYA BRASIL 
277 páginas

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