CONFIRA A RESENHA DO LIVRO O ÚLTIMO OLIMPIANO DA SAGA PERCY JACKSON

O Último Olimpiano é o quinto livro da coleção Percy Jackson e os Olimpianos, e encerra diversos ciclos iniciados ao longo da coleção com louros de ouro

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Este é o último livro da série escrita por Rick Riordan, “Percy Jackson e os olimpianos”, e como tal, tem o dever de encerrar as diversas narrativas com as quais Riordan trabalhou ao longo da coleção. Adianto que O Último Olimpiano cumpre esse papel muito bem, apresentando uma conclusão surpreendente e satisfatória.

Em minha análise, O Último Olimpiano não é o melhor livro da coleção, mas brigou com propriedade pela colocação e ficou em segundo lugar. Recheado de surpresas, tensões, decisões cruciais e, é claro, romance, o quinto livro da coleção foi pensado já no início da história. Prova disso é que pontos cruciais para o bom desenvolvimento de O Último Olimpiano foram plantados ao longo dos outros quatro livros da série. Um exemplo é a ausência dos Olimpianos por conta dos eventos ocorridos no livro anterior, A Batalha do Labirinto. Sem essa preparação prévia, não teria sido possível desenvolver uma boa trama para justificar o embate entre os semideuses e Cronos sem a intervenção divina.

Alguns ponto geniais

O Último Olimpiano traz muitos esclarecimentos e apresenta fatos passados relevantes para a compreensão da história, e de porque as coisas aconteceram como aconteceram. É possível compreender o passado de Luke e dos irmãos Di Angelo, e como esse background está interligado com a Grande Profecia. Também é possível entender melhor a relação de Rachel com o mundo mitológico, o que leva a um final extremamente coerente.

Outro aspecto que dá pontos para O Último Olimpiano é o modo como Riordan trabalha a dualidade Cronos – Luke, apesar de estarem no mesmo corpo. Esse tipo de narrativa é repleto de riscos, mas Rick contornou todas as probabilidades de dar errado e ofereceu uma nítida luta interna entre um e outro, que abre caminho para um desfecho muito bem construído.

O romance

Mais um bom efeito do livro é como ele trabalha o romance entre Percy e Annabeth sem tornar a história boba, ou infantil. O triângulo amoroso formado pelos dois semideuses e Rachel Elizabeth Dare sofre uma ligeira intensificação logo no começo de O Último Olimpiano, mas, apesar da aparente confusão de sentimentos de Percy, ele parece inconscientemente já ter feito sua escolha.

O modo como a ligação entre eles é tão fortemente descrita, e principalmente como Annabeth sabe qual é o Calcanhar de Aquiles de Percy sem que ele tivesse lhe dito prepara o terreno para o desfecho do caso entre os dois. Apesar disso, o modo como Rachel é retirada desse “rolo”, apesar de fazer sentido, pode passar a sensação de que Annabeth foi “a última opção”, algo totalmente descabido.

Por falar no destino de Rachel, é preciso parabenizar Riordan. Durante três livros (A maldição do titã, A batalha do labirinto e o último olimpiano), ele desenvolveu a importância da personagem, e inseriu diversas situações mal resolvidas que, no final, tiveram um desfecho esplêndido e totalmente coerente.

Os louros de ouro

Apesar de todos os pontos apresentados, o que realmente dá créditos para o livro é que, assim como seu antecessor, O Último Olimpiano não tem medo de matar personagens (prepare-se psicologicamente para isso). Muitos autores, e até mesmo o próprio Rick Riordan em outras obras, parecem temer dar a suas criações um fim trágico e definitivo. Esse é um erro fatal (perdão pelo trocadilho), principalmente em um cenário de guerra como é O Último Olimpiano. Esse é um toque que deixa a história com um ar mais sério e realista, e deixa o quinto livro da saga em um local prestigiado da estante.

Redenção também é um aspecto muito abordado em O Último Olimpiano. Temos a redenção de Nico e Hades, assim como a resolução de seus “problemas familiares” (tanto entre os dois, quanto em relação aos olimpianos). Vemos o espião do Acampamento Meio Sangue se redimindo de seus erros, Clarisse La Rue se provando uma verdadeira heroína (e sendo reconhecida por isso). Tyson e Grover recebem reconhecimento e, principalmente, presenciamos a redenção de Ethan Nakamura e Luke Castellan. Vários outros personagens secundários também têm seus últimos momentos merecidos. O Último Olimpiano é um excelente “fechador” de ciclos, que prova o merecimento de todo o prestígio da série.

Onde Rick pecou

Um ponto, no entanto, pode ser posto como “negativo”. Em todos os outros livros da série, o título tem uma relação muito profunda com o desenrolar da história, coisa que não ocorre em O Último Olimpiano. Apesar de a cena a qual o título se refere ser construída de forma “épica”, com certa preparação e frases impactantes, ela não tem muita ligação com o restante da história. Não entenda errado: é uma cena importante e cheia de significado, mas o impacto dela no desfecho e no contexto geral é fraco. É algo que poderia ter sido muito mais aproveitado, mas não foi. Isso não impacta o desenvolvimento do livro, mas destoa da expectativa.

Por fim, algo que O Último Olimpiano faz muito bem é abrir as portas para mais uma aventura. O livro se encerra deixando em aberto a possibilidade de haver ou não uma nova saga sobre o universo grego, e também a chance de vermos ou não personagens tão queridos novamente. Dou aqui um pequeno spoiler, com a última frase do livro: “Dessa vez, não olhei para trás”.

 

Livro:

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O Último Olimpiano: 5

Rick Riordan
Editora Intríseca
384 páginas

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