RESENHA – “O DIÁRIO DE ANNE FRANK”: O RETRATO DA AFLIÇÃO VIVIDA PELOS JUDEUS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 

“O Diário de Anne Frank” relata a vida de uma jovem judia durante um dos episódios mais sombrios da humanidade, o Holocausto. O depoimento, que se inicia em 12 de junho de 1942 e vai até 1 de agosto de 1944, aprofunda e aumenta a nossa compreensão acerca do horror das perseguições nazistas e evidencia a força das famílias judias que lutaram por sua sobrevivência.

 

O Diário de Anne Frank
Anne Frank escrevendo em seu diário.

“O Diário de Anne Frank” se tornou uma das obras mais conhecidas do século XX ao relatar, por meio dos olhos de uma jovem adolescente as aflições vividas pelos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo com sua pouca experiência de vida, Anne escreveu um documento sobre o horror do Holocausto e ao mesmo tempo relatou as descobertas e transformações de uma menina prestes a se tornar uma mulher.

A narrativa começa um pouco antes das famílias Frank e Van Pels precisarem se esconder no sótão de um escritório apelidado de “Anexo Secreto”. Logo nas primeiras páginas conseguimos visualizar com era Anne, sua vida e sua personalidade, e aos poucos somos introduzidos às suas aflições.

No dia 9 de julho de 1942, após a irmã mais velha de Anne ser convocada a comparecer em um campo de concentração, a família decide apressar os planos e vai se esconder no Anexo Secreto. A partir daí, passamos a acompanhar a rotina de Anne Frank, seu amadurecimento entre os 13 e 15 anos de idade, e seus medos e preocupações com as perseguições nazistas.

Em 29 de março de 1944, após ouvir Gerrit Bolkestein, um membro do governo holandês no exílio, falar em um programa de rádio clandestino que pretendia transformaria cartas, diários e afins em documentos históricos sobre a Segunda Guerra Mundial, Anne decidiu reescrever o seu manuscrito e mudar os nomes da família. A jovem tinha o sonho de ser escritora e a ideia de publicar um romance sobre o Anexo Secreto lhe deixou radiante.

No dia 4 de agosto de 1944, os integrantes das famílias Frank e Van Pels foram encontrados e levados para os campos de concentração nazistas. Otto, pai de Anne Frank, foi o único que sobreviveu ao campo de concentração. Em 1947, decidiu publicar o diário da filha e, em 1963, fundou a Anne Frank Fonds (Fundação Anne Frank), que hoje detém os direitos da obra “O diário de Anne Frank”. Por fim, todos os manuscritos estão expostos na Anne Frank House, em Amsterdã. 

Livro:

Capa do livro "O Diário de Anne Frank"O DIÁRIO DE ANNE FRANK

 

Anne Frank

Editora: Record

Ano: 2011

Páginas: 349

 

 

Karina Tiemi Teshima, 21 – Estudante de Relações Públicas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Rolar para cima
0 Compart.
Twittar
Compartilhar
Compartilhar
Pin