AUTO DA COMPADECIDA: RESENHA DE UM CLÁSSICO DA LITERATURA

O Auto da Compadecida foi escrito há mais de 60 anos e continua até hoje sendo um dos mais relevantes textos sobre a cultura do Brasil. 

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Embora o livro tenha sido escrito por Ariano Suassuna em 1955, o Auto da Compadecida ainda é relevante. Ele conta a história de João Grilo e Chicó, dois meninos pobres de Taperoá, no sertão de Pernambuco. O texto vai narrando as “aventuras” e situações que esses dois personagens passam. Ambos tentam sobreviver em uma sociedade que não se importa com suas existências. 

No Auto da Compadecida temos o enterro de um cachorro em latim e seu “testamento” para o padre, o bispo e o sacristão. Além disso, podemos ver o debate de João Grilo com o diabo, um gato que “descome” dinheiro. João engana o seus superiores, o clero, a burguesia, o cangaço e até mesmo o diabo.

Análise do Auto da Compadecida

O clássico do teatro, das televisões e das telas de cinema é recheado de um típico e divertidíssimo humor nordestino. Porém, ele também alfineta diversas dimensões sociais, desde a burguesia ao clero. O autor deixa claro em o Auto da Compadecida a difícil situação do sertão e de seus personagens. Todos são maltratado pela fome, seca e desigualdade social.

A obra é fruto da tradição popular, das crendices e superstições de um povo. Ariano Suassuna apresenta em o Auto da Compadecida o humor em cenas engraçadíssimas. Muitas vezes sarcásticas ou irreais no nosso imaginário. Mas também conta com a crítica, quando fala sobre a miséria humana, a avareza, o racismo e as desigualdades sociais.

Misturando a tradição popular e a elaboração literária, Suassuna recria para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. João Grilo e Chicó representam em o Auto da Compadecida milhões de brasileiros que vivem nessa miséria seca e dura do sertão. Dada a situação, as ações dos personagens principais chegam a ser até justificáveis comparados ao cenário e às outras personas.

Fora do papel

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Além do livro, o Auto da Compadecida, ainda contou com uma produção para a tv e outra para o cinema. E fugindo do ditado “o filme não é tão bom quanto o livro”, a obra mantém toda a genialidade em suas três versões.

 

 

Livro:

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Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
Editora Nova Fronteira
192 páginas

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