CINEMA PARA QUEM TEM PRESSA: CONFIRA A RESENHA DO LIVRO

Conheça evolução do cinema ao longo dos anos e como a sétima arte encanta as pessoas ao redor do mundo com o livro a história do cinema para quem tem pressa

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O cinema é uma arte que move a imaginação das pessoas. A sua história ainda é debatida por muitos pesquisadores. Não é possível indicar o momento exato em que surgiu o que hoje conhecemos como sétima arte. Então, como falar sobre um assunto tão amplo em apenas 200 páginas divididas em 22 capítulos?

Esse é o desafio proposto pelo livro “A História do Cinema para quem tem pressa”, do autor Celso Sabadin. A obra transita entre passado, presente e o futuro do cinema por meio de uma linguagem acessível a todos os públicos. Contando fatos históricos e o desenvolvimento de técnicas cinematográficas, pode ser um início para quem se interessa pelo tema, mas ainda não sabe por onde começar. Luz, câmera… ação!

O surgimento do cinema e dos grandes estúdios

Ao longo do século XIX, invenções como a fotografia e a criação de ferramentas para deixarem as imagens em movimento foram muito importantes para a consolidação do cinema no século XX. Os capítulos iniciais do livro mostram ao leitor a evolução dessas técnicas e o domínio europeu, principalmente francês, do cinema da época.

Com o crescimento da população dos Estados Unidos, muitos imigrantes europeus comercializavam o cinema como fonte de renda e de entretenimento barato. Essa prática fez surgir grandes estúdios, tais como: Universal, Fox, Columbia e Paramount. O livro retrata as transformações dessas empresas até chegarem ao que conhecemos hoje, e mostra o envolvimento crescente dos norte-americanos com o cinema.

O cinema após a Primeira Guerra Mundial

Em sequência, o autor aborda mudanças ocorridas nos Estados Unidos após o término da Primeira Guerra Mundial. Aqui, o país assumiu, de vez, a supremacia do mercado do cinematográfico. O livro mostra como nasceu Hollywood e as celebridades que tiveram o seu auge na época. Aparece também a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação do Oscar, uma das referências do cinema mundial.

Nesse contexto, há 4 capítulos sobre correntes como o Surrealismo, o Expressionismo, o Impressionismo e o Realismo. Essas ideias se espalharam por vários países da Europa e serviram de inspiração para a produção de filmes que mais tarde seriam considerados marcos da história do cinema, como: “O gabinete do Dr. Caligari” e “O encouraçado Potemkin”.

A ascensão do cinema falado e a Crise de 1929

O autor retrata a transição do cinema mudo para o cinema falado.  O processo foi consolidado pela Warner no final da década de 20 e adaptado em outros países. Assim, muitos artistas abandonaram as suas carreiras pois não resistiram a nova era que se estabelecia no mundo.

Entretanto, em 1929, os Estados Unidos sofreram com a Grande Depressão. A crise, que afetou o mercado como um todo, também reduziu as atividades cinematográficas. A obra mostra as quedas drásticas na produção e no comércio de filmes em comparação com períodos anteriores. Para atrair a atenção dos espectadores, os estúdios investiram em produções sobre gângsteres, como no clássico “Scarface: A Vergonha de Uma Nação”.

Em 1939, foi lançado o filme “E o Vento Levou…”, símbolo da recuperação do mercado pós crise. No entanto, grandes mudanças ainda estavam por vir.

A Segunda Guerra Mundial, o Noir e o Neorrealismo

O livro cita diversas propagandas criadas durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que muitas delas utilizavam técnicas do cinema. Além disso, muitos dos filmes produzidos na época retratavam o inimigo como um perigo, e exaltavam os heróis nacionais. O autor também menciona a “Política da Boa Vizinhança” entre os EUA e o Brasil. Nesse momento, a Disney criou os personagens Panchito e Zé Carioca, como forma de aproximação dos dois países.

Considerando-se o clima de angústia da época, o cinema começou a transmitir o sentimento da população com filmes Noir. Através de um clima sombrio, tensão e mistério, esse tipo de produção ganhou destaque e conquistou o público. O livro também dedica um capítulo ao Neorrealismo Italiano, técnica de filmagem que consistia em ir para as ruas de um país pós-guerra com o objetivo de registrar a realidade.

O cinema brasileiro

Há apenas um capítulo sobre a indústria nacional. Nele, o livro conta o nascimento da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, responsável por impulsionar o mercado no Brasil. Também é citado o movimento “Cinema Novo”, marcado pelos filmes “Rio 40 Graus”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “O Pagador de Promessas”. Entretanto, o livro não se prolonga nesse assunto.

Constantes transformações

Não somente as Guerras Mundiais mudaram os rumos do mercado cinematográfico, como também a chegada da televisão nos lares norte-americanos. Esse fator reduziu imensamente as vendas de ingressos de cinema na década de 60. O livro indica as tentativas dos grandes estúdios em manterem a produção e o consumo dos filmes, além de mostrar o surgimento da “Nouvelle Vague”, na França, movimento responsável por criar uma maneira menos comercial e mais humana de se fazer cinema.

Com isso, a indústria precisava se adaptar às mudanças de seu público: os adolescentes das décadas de 60 e 70. Foi nesse período que nomes como James Dean, Elvis Presley, The Beatles atingiram a fama. Nas telas, clássicos como “Poderoso Chefão”, “Guerra nas Estrelas” e “Apocalypse Now”, formaram a Nova Hollywood.

As animações invadem o cinema

As animações ganham espaço no final do livro. O autor volta na história para mostrar as tentativas de levar desenhos à grande tela. Há algumas curiosidades sobre o tema, como o sucesso do Gato Félix, primeiro personagem de animação do cinema, além da expansão da Disney e a criação de outras empresas como a Pixar e a DreamWorks.

A festa do cinema

No final, o autor cita famosas organizações que premiam os melhores filmes todos os anos, em diversos países do mundo. Também somos convidados a lembrar de antigas produções que ganharam um remake ou continuação nos tempos atuais, alterando a forma como são levados aos espectadores, mas preservando o conteúdo.

Assim, podemos perceber o cinema como forma capaz de ligar diferentes épocas, culturas e pessoas através da arte.

 

 

 

Livro:

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A história do cinema para quem tem pressa:

Dos Irmãos Lumière ao Século 21 em 200 Páginas!
Celso Sabadin
Editora Valentina
191 páginas

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